segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Hades cá vir
Hades
Deus grego dos infernos, filho de Cronos e de Reia, casado com a própria sobrinha Perséfone. Temido e odiado, guardava os mortos no seus domínios, dos quais ninguém podia sair depois de lá ter entrado. Eram-lhe dedicadas cerimónias misteriosas e tenebrosas. In Infopédia
Deve ser Hades o Deus com o nome mais invocado de todos os tempos.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Tarifa social da EDP
Isto anda mesmo em maré baixa.. mas hoje ouvi uma velhinha (que a Madalena não gosta que eu diga velhota) que esteve três horas na EDP à espera do papel relativo ao desconto que lhe atribuíram. 'Eu não estava a perceber porque é que, quando chegava a sua vez, as pessoas se indignavam e rasgavam, na cara do funcionário, o papel que ele lhes entregava?'. Dizia ela. A tarifa social que lhe foi atribuída foi de cinquenta cêntimos.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Assim assim
Estou assim porque ele não tem uns dezanove anos iguais aos meus. Nem podia ter.
O Bernardo (que não se chama, obviamente, Bernardo) soube ainda criança que tinha um tumor mesmo ao pé do sorriso. Na cara.
E no meio da crise anunciam ao Bernardo que tem mais dois habitantes a morar com o já antigo inquilino. Depois de não poder retomar quimioterapia porque a aorta não aguenta mais. A aorta de dezanove anos. A história é triste mas não foi aqui que engoli em seco.
Um destes dias o Bernardo foi fazer uma ressonância que durou uns módicos quarenta minutos. E ninguém sequer tapou o Bernardo, que estava gelado quando a mãe o recebeu.
Mais? Mais. Ao retirarem onze nódulos do pescoço do Bernardo, num outro dia destes, uma médica e uma técnica, com preguiça de ligar o laser, retiraram-nos a sangue frio. Perguntou, no fim, uma mãe desolada: faria isto ao seu filho? Faria isto ao SEU filho? Eu pergunto-me se, mesmo sabendo que nada resolve a violência, não lhe responderia com a direita, bem cerrada no meio dos olhos.
Vem a cereja no topo do bolo. A desolada mãe que atura médicos ignóbeis foi, num ainda outro dia destes, fazer uma doação no IPO, para o filho, ou para quem necessitasse. No fim de um longo processo que envolveu retirarem-lhe um qualquer pedaço do corpo perto da anca, pediram-lhe dois mil euros. A opção de doação foi sua, disseram eles. E foi opção dela também recorrer a um familiar para pagar a conta. Não fosse o marido estar a fechar a empresa e talvez tivesse conseguido pagar em prestações.
Não sei se passa o quão triste me sinto com isto. Gostava que conhecessem os olhos do Bernardo para perceberem porque estou a chorar agora. Há poucas pessoas neste mundo que tenho vontade de abraçar indefinidamente. Até que o mundo se calasse.
O Bernardo (que não se chama, obviamente, Bernardo) soube ainda criança que tinha um tumor mesmo ao pé do sorriso. Na cara.
E no meio da crise anunciam ao Bernardo que tem mais dois habitantes a morar com o já antigo inquilino. Depois de não poder retomar quimioterapia porque a aorta não aguenta mais. A aorta de dezanove anos. A história é triste mas não foi aqui que engoli em seco.
Um destes dias o Bernardo foi fazer uma ressonância que durou uns módicos quarenta minutos. E ninguém sequer tapou o Bernardo, que estava gelado quando a mãe o recebeu.
Mais? Mais. Ao retirarem onze nódulos do pescoço do Bernardo, num outro dia destes, uma médica e uma técnica, com preguiça de ligar o laser, retiraram-nos a sangue frio. Perguntou, no fim, uma mãe desolada: faria isto ao seu filho? Faria isto ao SEU filho? Eu pergunto-me se, mesmo sabendo que nada resolve a violência, não lhe responderia com a direita, bem cerrada no meio dos olhos.
Vem a cereja no topo do bolo. A desolada mãe que atura médicos ignóbeis foi, num ainda outro dia destes, fazer uma doação no IPO, para o filho, ou para quem necessitasse. No fim de um longo processo que envolveu retirarem-lhe um qualquer pedaço do corpo perto da anca, pediram-lhe dois mil euros. A opção de doação foi sua, disseram eles. E foi opção dela também recorrer a um familiar para pagar a conta. Não fosse o marido estar a fechar a empresa e talvez tivesse conseguido pagar em prestações.
Não sei se passa o quão triste me sinto com isto. Gostava que conhecessem os olhos do Bernardo para perceberem porque estou a chorar agora. Há poucas pessoas neste mundo que tenho vontade de abraçar indefinidamente. Até que o mundo se calasse.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Rescaldo
Ficaram 2 perdidos na lista de Natal. Transferi para a lista de afazeres de 2011, bem por baixo da tese. Vamos lá ver!
Frigideira mono-ovo
Capacete de obra branco confere
Botas Fly London confere
Estojo de maquilhagem confere
Medidor de distâncias Wurth confere
Carrinho de compras
Frigideira mono-ovo
Capacete de obra branco confere
Botas Fly London confere
Estojo de maquilhagem confere
Medidor de distâncias Wurth confere
Carrinho de compras
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Mais uma noite para comemorar
Obrigada a cada um que tornou possível esta noite mágica e especial. Obrigada.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Hoje é o dia!
Há dias fáceis e difíceis. Um amigo muito bem e um amigo muito mal. Pela mesmíssima razão. Há o sushi e o vinho acabado de chegar. Há o choro e as perguntas sem fim. Há o frio e a mãe que sente. E o irmão. E há a prenda mais difícil de oferecer. A bengala. Há o telefone com um chat que não pára. E uma repreensão ao lado. Desculpa. E o meu quarto novo como eu queria. E os pés no chão. E no ar. E há a roupa e as unhas. E o jantar com pessoas novas. E comigo nova. E as amigas do chá das 18.30. E as minhas crianças de quem tenho saudades. E o bairro novo. E aquele cheiro e aquelas árvores . E outra vez o frio. E o conhecimento à bulha com a polivalência. E o sonho aos beijos na esperança. Todas as noites. Safados. E um sorriso que ainda assim se consegue deixar ver. Aos poucos. Simples e sincero. Hoje é o dia.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
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