#1 'Feliz dia dos namorados. Ainda bem que agora não tens nenhum!' E.
#2 'Se ficares bem entregue vou embora muito mais descansada.' A.
#3 'Ia fazer-me tão bem.. Nós as duas só!' D.
#4 'Vais estar sempre no meu coração, por isso não te preocupes que não te perdes.' F.
Gostei mesmo
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Manuais
Onde está o manual que nos diz como as nossas relações devem ser? Onde está o manual que os nossos pais deviam ter seguido? Onde está o manual dos amigos, dos conhecidos e dos outros todos e do respeito que deve haver entre seres? Onde está o manual das profissões que me impele a largar tudo e ir fazer o que realmente gosto? Onde está? E eu, onde estou? Que mundo é este que construímos exactamente ao lado daquilo em que acreditamos? Onde estou?
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Maria
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Para onde corremos nós?
'Parece-me que, de certa forma, quase todos nós, nas mais diferentes funções e tarefas que desempenhamos, temos a noção de uma progressiva refundação civilizacional: seja na diluição de valores dominantes, na emergência de novos valores, na obsolescência de comportamentos, na ritualização de novas práticas, ou ainda, na crise institucional generalizada e na deslocação de soberanias, no realinhamento geo-político, na emergência de novos actores políticos que se contrapõem ao Ocidente em crise.' Carlos J. Pessoa
Parece-me que gostava de ter sido eu a escrever uma coisa inteligente destas, mas infelizmente não fui. Parece-me também que, e também infelizmente, nem todos temos essa noção e não a temos porque nos deixamos ir na corrente sem pensar nos porquês das coisas que fazemos.
Para onde corremos afinal? Que se passa no nosso fim-de-semana de tão especial para ansiarmos tanto que chegue? Que fazemos de tão especial o ano inteiro para esperar ansiosamente pelas férias? Racionalmente, responderia que ao fim-de-semana e durante as férias fazemos algo realmente importante para nós que, de certeza, está relacionado com o crescimento do que somos e com a aproximação à meta a que nos propomos chegar. Mas não me parece que seja isso. Acho que deixamos somente o fim-de-semana e as férias para descansar e desanuviar da semana, que, vista assim, parece uma cruz que todos carregamos.
E para onde corremos afinal? Para que vivemos afinal? Se passamos as semanas do ano inteiro a trabalhar porque-tem-que-ser e os fins de semana e férias a descansar do ano inteiro em que andámos a trabalhar porque-tem-que-ser, que tempo nos sobra? Acho que não sobra nenhum. E tem que sobrar, senão não andamos aqui a fazer nada.
Parece-me que gostava de ter sido eu a escrever uma coisa inteligente destas, mas infelizmente não fui. Parece-me também que, e também infelizmente, nem todos temos essa noção e não a temos porque nos deixamos ir na corrente sem pensar nos porquês das coisas que fazemos.
Para onde corremos afinal? Que se passa no nosso fim-de-semana de tão especial para ansiarmos tanto que chegue? Que fazemos de tão especial o ano inteiro para esperar ansiosamente pelas férias? Racionalmente, responderia que ao fim-de-semana e durante as férias fazemos algo realmente importante para nós que, de certeza, está relacionado com o crescimento do que somos e com a aproximação à meta a que nos propomos chegar. Mas não me parece que seja isso. Acho que deixamos somente o fim-de-semana e as férias para descansar e desanuviar da semana, que, vista assim, parece uma cruz que todos carregamos.
E para onde corremos afinal? Para que vivemos afinal? Se passamos as semanas do ano inteiro a trabalhar porque-tem-que-ser e os fins de semana e férias a descansar do ano inteiro em que andámos a trabalhar porque-tem-que-ser, que tempo nos sobra? Acho que não sobra nenhum. E tem que sobrar, senão não andamos aqui a fazer nada.
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Maria
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Eu nem sei o que chamar ao post..
A sério que acho uma falta de respeito por parte dos suicidas enfiarem-se nos carris do transportes públicos. Falta de respeito por eles (obviamente), mas também pelos outros. Arre, nunca devem ter ficado uma hora ou duas fechados à espera que venha o médico legista e o pessoal da pá e da vassoura. Eu sei que é um assunto delicado e que 'coitadas' das pessoas que se suicidam.. mas possa, será que se lembram que há pessoas a passar? Que podem eventualmente haver crianças a ver? Que alguém pode levar com destroços na tromba? E o que é que se faz depois de um cenário destes? Como é que se vai dormir ao fim do dia?
Conheço uma pessoa que aos dez anos viu um enforcado e outra que a passar ali na zona da Ajuda ia levando com uma velhota que se atirou de um terceiro andar. Não há nada de digno nisto, mas há tantas outras formas de fazê-lo..
Claro que ninguém devia pôr assim termo à vida, mas já que o fazem, tomem comprimidos! Até porque poupam também a família de ver filmes de terror. E não me alongo mais que isto já me está a fazer comichão.
Queridos suicidas, o povão agradece.
Conheço uma pessoa que aos dez anos viu um enforcado e outra que a passar ali na zona da Ajuda ia levando com uma velhota que se atirou de um terceiro andar. Não há nada de digno nisto, mas há tantas outras formas de fazê-lo..
Claro que ninguém devia pôr assim termo à vida, mas já que o fazem, tomem comprimidos! Até porque poupam também a família de ver filmes de terror. E não me alongo mais que isto já me está a fazer comichão.
Queridos suicidas, o povão agradece.
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Maria
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
A cor do horto gráfico
Novas entradas:
Prontus Expressão usada para dizer que não há mais nada a acrescentar
Númaro Quantidade, porção. Em alternativa, númbaro
Pitáxio Aperitivo da classe do mindoím
Alevantar Acto de levantar, mas com mais convicção
Amandar Acto de atirar, mas com 'bué' força
Assentar Acto de sentar, só que à bruta
Capom Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar Trocar várias vezes a mesma nota
Êros Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes Alternativa à 2ª pessoa do singular (eu falei, tu falastes)
Há-des Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular (eu hei-de, tu há-des)
Mô Determinante possessivo singular masculino
Nha Determinante possessivo singular feminino
Parteleira Local para guardar partos (não confundir com pratos)
Corrimões Elemento de uma escada para apoiar as mões (quem é que acrescentou isto ao dicionário?)
Quaise Por um triz
Stander Local de venda de automóveis
Selada Tomate e alface (esta é da minha Alexandrina)
Levásteso Alternativa à 2ª pessoa do singular. Existem ainda variantes como levástesio e levástelio
Ouvisto Particípio passado para expressar a acção de quem ouve e vê ao mesmo tempo. Atenção, não confundir com 'ouvido', particípio passado do verbo ouvir (cortesia da Rute)
Selada Tomate e alface (esta é da minha Alexandrina)
Levásteso Alternativa à 2ª pessoa do singular. Existem ainda variantes como levástesio e levástelio
Ouvisto Particípio passado para expressar a acção de quem ouve e vê ao mesmo tempo. Atenção, não confundir com 'ouvido', particípio passado do verbo ouvir (cortesia da Rute)
(baseado num texto sem autor)
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Maria
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
Eu também continuo contra o Acordo
Antiga Ortografia
Fulano escreve “de acordo com a antiga ortografia”, diz o aviso que acompanha estas crónicas. Eu agradeço que o “Expresso” me permita a objecção de consciência face ao chamado Acordo Ortográfico, e percebo que indique quem segue ou não as novas regras, para evitar confusões; mas suspeito que esta fórmula foi inventada por alguém que pretende colar aos dissidentes o vocábulo “antiga”, como se nós escrevêssemos em galaico-português. Como se a língua que a maioria dos portugueses ainda usa se tornasse por simples decreto “antiga”: antiquada, decrépita, morta.
Eu não sou pela “antiga ortografia” por caturrice. Estou contra o “acordo” porque me parece uma decisão meramente política e económica, sem verdadeiro fundamento cultural. Os legisladores impuseram aos falantes uma “ortografia unificada”, que, dizem, garante a “expansão da língua” e o seu “prestígio internacional”. Mas a expansão da língua passa por uma política da língua, que Portugal, por exemplo, não tem tido, ocupados que estamos em fechar leitorados no estrangeiro, em aplicar uma abominável terminologia linguística nas escolas, em publicar um lamentável Dicionário da Academia, em expulsar Camilo dos currículos enquanto o substituímos por diálogos das novelas. Quanto ao prestígio internacional, lamento informar que foi o sucesso económico, e não a “língua de Camões”, que transformou o Brasil numa potência.
Não é este “acordo” que vai trazer expansão e prestígio ao português. Contenta uns “acadêmicos espertos e parlamentares obtusos”, como escreveu um colunista brasileiro, e alguns editores, que têm bom dinheiro a ganhar com esta negociata. Mas é difícil imaginar que alguém acredite que vem aí uma “unificação da língua” só porque se legislou uma “unificação da grafia”. Um brasileiro continuará a falar uma língua muitíssimo diferente do português de Portugal, diferente em termos de léxico, de sintaxe, de fonética. Um português, com um exemplar do Acordo debaixo do braço, bem pode perorar em Iraguaçu, que alguém lhe continuará a perguntar “oi?”, pois não percebeu metade. E isso não tem problema algum, a “lusofonia” não vale pela unidade mas pela diversidade, pelo facto de haver um português europeu, africano, americano e asiático. E ninguém é dono da língua: nem os brasileiros por serem mais, nem os portugueses por andarem cá há mais tempo, muito menos uns académicos pascácios que dicionarizaram “bué” e “guterrismo”.
É significativo que o próprio “acordo” reconheça o fracasso do projecto de “unificação a língua”. Dadas as flagrantes diferenças entre o português e o brasileiro, os sábios são obrigados a admitir a existência de duplas grafias, uma cá, outra lá [África, para estes iluministas, é paisagem]. Pior ainda, introduzem uma “grafia facultativa” que estabelece como termos lícitos tanto “electrónica” como “eletrónica”, “electrônica” ou “eletrónica”. O linguista António Emiliano deu-se ao trabalho de enumerar em livro os erros, contradições, imprecisões e dislates desta lei iníqua. Leiam-no. E não digam que ninguém avisou.
A minha recusa deste “acordo” não é casuísta nem temperamental. Não se trata apenas de não gostar de ver os espectadores transformados em bandarilheiros “espetadores”; de não perceber como é que os habitantes do “Egito” não são “egícios”; de ficar estupefacto com o “cor-de-rosa” com hífen e o “cor de laranja” sem hífen; de prever os imparáveis espalhanços de um “pára” do verbo “parar” que perde o acento e talvez o assento. É isso mas é mais que isso: eu discordo veementemente do critério fundamental do “acordo”: a primazia da fonética sobre a ortografia.
É verdade que todos falamos antes de sabermos ler e escrever, mas quando aprendemos essas competências sofisticadas interiorizamos uma língua diferente da falada, que nalguns casos nem tem exacta correspondência fonética mas que se liga a uma memória histórica e cultural. Quando aprendemos a ler, fixamos a forma gráfica das palavras, uma forma que memorizamos e que nos acompanha a vida toda, de modo que nunca mais lemos letra a letra, mas reconhecemos de imediato uma grafia aprendida há muito, “antiga”, sim, muito antiga. A ortografia não é uma transcrição fonética, nem podia ser, dadas as variantes do português falado. Ou nas pronúncias regionais. Como escreveu Emiliano, não vamos criar uma “ortografia do Alto Minho” só porque a pronúncia de Caminha é diferente da pronúncia de Cascais. Ou de Curitiba.
E não me digam que são pouquíssimas as palavras alteradas: procure quantas vezes neste jornal aparece ação, ator, atual, coleção, coletivo, diretor, fato, letivo, ótimo, e repare que são algumas das mais usadas. É por isso que o cavalo de Tróia das “consoantes mudas” deve ser denunciado. Em primeiro lugar porque não são mudas coisíssima nenhuma: abrem as vogais precedentes, e numa língua danada por fechar vogais. Depois, porque não são inúteis, ajudam a distinguir termos homógrafos e indicam a etimologia de palavras afins. Fazem sentido, ao contrário do “acordo”.
Dizem os acordistas que a nova ortografia “simplifica” e “facilita a aprendizagem”. Toda a gente sabe o que significa “facilitar a aprendizagem”, e os resultados que isso deu no ensino. E se a intenção é “simplificar”, que tal escrevermos todos em linguagem de telemóvel? Por mim, continuarei antigo.
Artigo da autoria de Pedro Mexia publicado na edição de 14.01.12., no jornal Expresso.
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Maria
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Essa gente, com mais qualquer coisa
Não tenho fotos do dia de hoje, mas há por aí algumas. Estou cansada e ardem-me os olhos mas não tenho sono e apetece-me ficar aqui à lareira. São dias como este que me fazem sentir viva e fora do carreiro. Tenho tido a sorte de conhecer pessoas diferentes que, muitas vezes inconscientemente, se apaixonaram e deixaram levar pela própria vida e estas, têm realmente mais qualquer coisa. É apaixonante a dedicação e disponibilidade, de tal modo que nos pegam este vício como se de uma bactéria se tratasse e quando damos por nós queremos saber tudo. Tenho perfeita noção que vou ter muitas saudades destes meses que me estão a tirar a vida social e muitas horas de sono e que, afinal, estão a passar tão rápido. Sinto empapado o cérebro com tanta informação de tanto lado. Sinto os tríceps doridos e as costas moídas. Mas sinto tudo cá dentro a encontrar um lugar em cada gaveta e o turbilhão em que me propus tornar a afrouxar a cada dia que passa. Presumo que seja a bonança. Gente com mais qualquer coisa. Foi realmente bom este dia.
Publicada por
Maria
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