sexta-feira, 26 de abril de 2013

São só coisas

Família real espanhola vai ser obrigada a justificar gastos

'E anunciou que iria devolver ao Estado 27 dos 72 carros oficiais, reduzindo o número de motoristas de 68 para 61.'


Coreia do Norte pode efectuar hoje lançamento de míssil


'Segundo o governante, a Coreia do Norte tem o hábito de associar a realização de testes militares com datas simbólicas, sublinhando que a 15 de abril - dia do nascimento do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, também se previa que poderia ocorrer o lançamento de ensaio de um míssil balístico.
Além do 25 de abril, o Ministro da Defesa sul-coreano identifica outras duas datas possíveis: 30 de abril,  último dia dos exercícios militares contínuos da Coreia do Sul e dos EUA ou 27 de julho, dia que assinala o aniversário das tréguas que colocaram fim à Guerra da Coreia (1950-1953).'

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Esqueci-me

que também tenho saudades de te cortar o cabelo, de dizeres que todas as apresentadoras da televisão eram tuas primas, de te rires perdido com o Alberto João e com a Odete Santos, de comeres casca de laranja, de fazer avós-feias no quadro de ardósia, de acertares o relógio grande da sala, de te rires da minha forretice por eu ter enfiado uma garrafa de água no meu autoclismo e de no dia a seguir teres enfiado garrafas de água nos outros autoclismos todos da casa, de gozares comigo por ter medo da Galinha, de me ires buscar à patinagem, de te ver a nadar em Carvalho, de me assares castanhas e maçãs na lareira, de o Golf ser meu de manhã e teu à tarde, de seres um péssimo condutor, de seres o pior a estacionar, de descascares uvas ao Pumba, de teres os óculos cheios de tinta, de teres as calças cheias de tinta, de me teres enchido o cão de tinta. Tenho cada vez mais saudades tuas.

Não sei o que é um Natal sem ti, não sei o que é a nossa casa sem ti, não sei o que é Carvalho sem ti, não sei o que é a Alexandrina sem ti, mas mais cedo ou mais tarde vou voltar e ter que descobrir. Tenho cada vez mais saudades tuas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vieste com a Primavera

e na Primavera nos deixaste.
Presumo que nem sempre tenhas tido a vida com que sonhaste mas sei que aceitaste com o coração e um sorriso tudo o que ela te trouxe. Tivemos o prazer de poder ouvir na primeira pessoa vezes sem conta todas as tuas aventuras e todas as histórias que decoraste e faziam já parte da tua.
Foste um homem sereno e humilde com uma bondade inesgotável. Foi profundamente triste receber a notícia da tua consciente despedida, um acto de coragem e grandeza incalculáveis.

Vou ter saudades das tuas gargalhadas, de ouvir as tuas histórias, do teu humor refinado, de me perguntares as horas a toda a hora porque te esquecias sempre de dar corda ao relógio, do teu assobio, das tuas trapalhadas, de me chamares Carolina, de te fazer cócegas e de me responderes que ias fazer queixa à tua mãe, de ouvires televisão aos berros às tantas, de me dizeres que o portátil que tinhas na faculdade era muito melhor que o meu, de me chamares para ir ver as trutas, das cantareiras, de ouvires o relato do Sporting no carro às escondidas, da tua alegria de viver. Da tua alegria de viver. Da tua alegria de viver.

Maior que a tristeza de não voltar a ver o teu sorriso é que os meus filhos nunca tenham a sorte que tive em te conhecer.

Adeus avô.




























quarta-feira, 10 de abril de 2013

Só para pedir desculpa

pelo incómodo a toda a gente que me acolheu mais ou menos temporariamente em casa durante estes trinta anos. Ter visitas pode ser uma chatice do camandro..

terça-feira, 9 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O sinaleiro

Ando há dias com esta porcaria na cabeça e não me vai largar enquanto não me lembrar da música toda.. alguém se lembra? Eu cantava isto na escolinha..

O sinaleiro é nosso amigo,
Devemos-lhe atenção
...
...

Vermelho é perigo,
Amarelo é atenção,
O verde quer dizer:
Passar sem preocupação.

Olha o sinal! Olha o sinal!

sábado, 6 de abril de 2013

A Pampilhosa da Serra

Quando decidi despedir-me para me dedicar à tese e às outras quinhentas coisas em que estava metida, como parte da decisão passava também por passar algum tempo com o Manuel e com a Alexandrina, que estão cada vez menos para as curvas, explorei a hipótese de me mudar para a Pampilhosa da Serra. Entretanto a oportunidade de me mudar para Moçambique surgiu e a ideia acabou por morrer embrionária.
Mas ainda assim, aos vinte e nove anos eu ponderei mudar-me da capital para a Pampilhosa. Não tinha despesas nem dependentes.
Faz-me confusão a falta de iniciativa para revolver a vida e partir à luta. É inversamente proporcional ao linguarejo diário de que o país está na merda. Pois está.
A Pampilhosa, presumo que as Pampilhosas por esse país à beira-mar plantado, oferece incentivos aos casais que lá tenham filhos. Tem serviços de borla como internet, ginásio e cursos diversos pós-laborais. Tem uma qualidade de vida soberba e alimentos trezentas e cinquentas vezes melhores do que se vende nas grandes cidades. Tem sobretudo terra que nunca mais acaba à espera de quem lhe deite a mão.
A vida não pára.

E ainda assim devo ter muita sorte porque conheço muito pouca gente desempregada, os meus amigos quase todos casam (com tudo o que de baratinho isso implica), todos têm todos carro próprio, fazem férias fora e têm os filhos em colégios privados. E ainda bem!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Key Bag

Porque nem tudo é negro. E a Key Bag já está à venda no MOMA.

http://www.joaosabino.pt/


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Biblioteca em casa deixa crianças mais inteligentes


Um grupo de sociólogos das universidades de Nevada em Las Vegas e da Califórnia em Los Angeles realizou o maior estudo internacional sobre a influência dos livros na educação escolar. Os resultados mostram que, independentemente do nível educacional dos pais, do status socioeconômico e do regime político, quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade atingirá a criança que crescer nela. Participaram do estudo mais de 70 mil pessoas de 27 países, entre os quais Estados Unidos, China, Rússia, França, Portugal, Chile, África do Sul (o Brasil não foi incluído). A conclusão foi publicada na revista Research in Social Stratification and Mobility.
No artigo, os autores explicam que o nível cultural e educacional dos pais também influencia a escolaridade atingida pela prole, mas nesse caso a correlação é mais fraca do que com o tamanho físico do acervo familiar de livros. Os resultados mostram também como o gosto pela leitura tende a diminuir diferenças sociais. Nos lares mais modestos, o efeito de cada acréscimo ao acervo no futuro acadêmico da criança é mais acentuado do que a adição de um volume a uma biblioteca mais ampla. Apesar de a tendência ter sido observada em todos os países, houve diferenças importantes entre eles.
Nos Estados Unidos, na França e na Alemanha, uma biblioteca com cerca de 500 volumes representou acréscimo de dois a três anos na escolaridade das crianças, comparando com uma casa sem livros. Na Espanha e na Noruega, o número saltou para até cinco anos e na China atingiu o máximo, entre seis e sete anos.
Segundo os pesquisadores, o regime comunista poderia explicar o resultado chinês, pois em um país onde há mais restrições à liberdade individual os livros seriam bens culturais ainda mais valorizados pela família. O mesmo raciocínio poderia se aplicar aos números semelhantes verificados em países do Leste Europeu (que formavam o bloco comunista) e a África do Sul, que viveu décadas sob o apartheid. Os casos analisados foram de pessoas que cresceram em meio a esses regimes. “A leitura é uma ótima fonte para os oprimidos, seja qual for sua cor, seus opressores e as circunstâncias históricas”, escreveram.

O estudo é uma prova irrefutável de que “uma casa onde os livros são valorizados fornece à criança ferramentas que são diretamente úteis no aprendizado escolar, como vocabulário, imaginação, amplo horizonte em história e geografia, a compreensão da importância da evidência no argumento, e muitas outras”. E confirma os famosos versos de Castro Alves, do século 19: “Oh! Bendito o que semeia/ Livros... livros a mão-cheia.../ E manda o povo pensar!/ O livro caindo n’alma/ É germe – que faz a palma./ É chuva - que faz o mar.”

Luciana Christante

terça-feira, 2 de abril de 2013

Concatenar


concatenar
v. tr.
Encadear, ligar (ideias, argumentos).



cerne 
(origem duvidosa) 

s. m.
1. Parte interior e mais dura do tronco das árvores. = DURAME, DURÂMEN
2. Parte de um tronco submerso que fica fora da água.
3. [Brasil]  Parte intacta da madeira queimada.
4. [Figurado]  Rijeza.
5. Âmago.




Sentia-me sozinha no recurso constante ao dicionário.

segunda-feira, 1 de abril de 2013